Mairiporã (SP) — Um jovem de 22 anos, identificado como Nicolas dos Santos Nunes, acabou preso pela Polícia Civil de São Paulo sob a acusação de tentar assassinar a própria mãe adotiva por envenenamento. O crime contava com a cumplicidade de sua namorada, uma adolescente de 17 anos, que também acabou apreendida.
A captura do casal ocorreu nesta quinta-feira (25) no município de Mairiporã, interior paulista, e chocou a comunidade local pelo planejamento frio baseado em ambição financeira.
As investigações apontam que a motivação do atentado era patrimonial: Nicolas pretendia acelerar a morte da mãe para ficar com a herança da família. Para não levantar suspeitas imediatas, o investigado e a menor adotaram uma estratégia de homicídio lento e cruel.
Doses homeopáticas provocaram vômitos e tonturas na vítima
Ao longo de vários meses, a dupla administrou pequenas doses de uma substância tóxica na rotina da mulher. Com a ingestão contínua do veneno, a saúde da mãe adotiva começou a deteriorar de forma severa, fazendo com que ela sofresse com episódios frequentes de vômitos, tonturas e mal-estar generalizado.
Com o agravamento preocupante do quadro clínico, uma parente desconfiou da velocidade da evolução dos sintomas e decidiu acompanhar a vítima ao hospital para a realização de exames laboratoriais detalhados.
Os laudos médicos confirmaram a suspeita mais sombria: o organismo da mulher continha altos níveis de componentes químicos compatíveis com envenenamento criminoso.
Denúncia de familiar desmascarou o casal
Diante do resultado dos exames, a familiar procurou uma delegacia de polícia e registrou o Boletim de Ocorrência (BO).
A equipe de investigação colheu depoimentos e rastreou os hábitos da casa, reunindo provas que ligavam Nicolas e a namorada adolescente à compra e aplicação do veneno.
O jovem foi indiciado por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e emprego de veneno, e permanecerá preso à disposição da Justiça.
A adolescente responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime e foi encaminhada à Fundação Casa. A mãe adotiva segue sob acompanhamento médico e proteção da família.
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