Polícia Civil do Amazonas prendeu dois policiais militares em Santa Catarina durante operação contra grupos suspeitos de extorsão, lavagem de dinheiro e cobranças violentas
Manaus (AM) – Dois policiais militares estão entre os vinte investigados presos na operação Covil do Mamon, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) nesta quarta-feira (20), para desarticular organizações criminosas suspeitas de atuar com agiotagem, extorsão, homicídios, tortura, sequestro e lavagem de dinheiro no Amazonas. Os militares foram localizados e presos em Santa Catarina, com apoio de forças de inteligência.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Bruno Fraga, a investigação alcançou os principais núcleos das organizações criminosas.
“Na manhã de hoje, a Polícia Civil realizou mais uma investigação qualificada para combater dois núcleos de organizações criminosas voltadas para auferir lucro através de extorsão e agiotagem”, afirmou.
A Polícia Civil informou que a operação identificou toda a cadeia de atuação dos grupos, incluindo lideranças, responsáveis pela logística, financiadores e cobradores.
PMs presos já estavam afastados
O diretor de comunicação da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), major Andrey Oliveira, informou que os policiais militares presos já respondiam a processo criminal anterior e estavam suspensos das atividades na corporação.
Segundo o major, a instituição vai acompanhar o desdobramento do caso e poderá adotar novas medidas administrativas.
“A Polícia Militar do Amazonas não compactua com corrupção policial”, afirmou.
Esquema usava violência para cobrar dívidas
De acordo com a investigação, os grupos operavam empréstimos ilegais com juros considerados abusivos. Quando as vítimas atrasavam pagamentos, passavam a sofrer ameaças, agressões e extorsão.
O delegado do 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Fernando Bezerra, relatou que a polícia encontrou casos extremos de crescimento de dívida.
“Tivemos casos de R$ 150 emprestados que se transformaram em R$ 45 mil de dívida”, afirmou o delegado.
Segundo a polícia, o esquema também está ligado a tortura, sequestro, cárcere privado e homicídios associados às cobranças violentas.
Operação bloqueou veículos, imóveis e contas
A Justiça autorizou trinta e um mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de contas bancárias, suspensão de atividades de empresas e sequestro de patrimônio ligado aos investigados.
Ao todo, os policiais apreenderam quarenta e dois veículos, sete imóveis, armas, celulares, computadores e outros materiais usados nas investigações.
As investigações identificaram ainda movimentação de R$ 24 milhões ligada a uma das organizações criminosas. O esquema ultrapassava o Amazonas e alcançava Paraíba, Roraima e Santa Catarina, segundo a Polícia Civil.
Segunda fase já está no radar
A Polícia Civil informou que a investigação continua e não descarta uma segunda fase da operação para identificar novos envolvidos e ampliar o número de alvos.
SAIBA MAIS
Agiotagem é crime previsto na legislação brasileira. Em muitos casos, grupos criminosos usam juros abusivos, ameaças e violência para cobrar dívidas. Denúncias podem ser feitas pelo número 181, da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).








LEIA MAIS:
- Reviravolta: laudo descarta estupro e aponta asfixia na morte da bebê Helena
- Espaço do Consumidor da CMM oferece atendimento gratuito para orientar e mediar conflitos em Manaus
- Prefeitura de Manaus remove veículos abandonados durante operação ‘Sucata’ na zona Norte
- Ventania derruba árvore e causa congestionamento na Avenida Rodrigo Otávio
- Empresa recebe nova multa de R$ 5,3 milhões após drone identificar fissura em tanque durante vazamento de estireno em Manaus
Quer receber notícias no seu WhatsApp ?-CLIQUE AQUI
Fale com a Redação: E-mail: [email protected] e WhatsApp: (92) 99148-8431
