O movimento, que acontece simultaneamente em outras capitais, aposta na data simbólica da Independência para tentar transformar a mobilização política em demonstração de força popular
MANAUS – No próximo 7 de setembro, data da Independência, a orla da Ponta Negra em Manaus será palco de mais uma manifestação da direita amazonense. Organizado pelo Partido Liberal (PL) e movimentos locais, o ato batizado de #ReajaBrasil promete ser “democrático e pacífico”, embora traga no repertório de discursos palavras de ordem contra o Supremo Tribunal Federal (STF), o governo Lula e em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Marcado para as 16h, o evento segue o roteiro conhecido: bandeiras verde e amarelas, críticas ao chamado “autoritarismo da toga” e a defesa de um Brasil “livre” das instituições que, paradoxalmente, garantem a própria democracia.
Palco do Bolsonarismo
Entre os entusiastas está o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM), que voltou a afirmar que Bolsonaro sofre “perseguição política” e que o ato é um grito contra Lula e o ministro Alexandre de Moraes.
“Querem matar Bolsonaro?”, questionou, em tom inflamado, repetindo a estratégia de colocar o ex-presidente no centro da narrativa de vítima.
O movimento, que acontece simultaneamente em outras capitais, aposta na data simbólica da Independência para tentar transformar uma mobilização política em demonstração de força popular.
“Manaus é de direita e vai mostrar isso nas ruas”, disse o parlamentar.
Se a promessa de “ato democrático” se confirma na prática ou se a palavra “democracia” será usada apenas como escudo retórico, o 7 de setembro dirá.
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