Embutidos, enlatados e sucos artificiais serão restringidos na alimentação escolar no AM

Às vésperas do Dia Mundial da Segurança Alimentar, celebrado em 7 de junho, a Assembleia Legislativa do Amazonas aprovou nesta terça-feira, 6, o Projeto de Lei 126/2023, que impõe restrições à oferta de embutidos, enlatados e bebidas artificiais no cardápio da alimentação escolar da rede pública de ensino no Estado do Amazonas.

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Manaus (AM) – A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas aprovou nesta terça-feira (6) o Projeto de Lei nº 126/2023, que impõe restrições à oferta de embutidos, enlatados e bebidas artificiais no cardápio da alimentação escolar da rede pública estadual.

O texto ainda depende de sanção do Governo do Amazonas para entrar em vigor.

A proposta é de autoria do deputado estadual Wilker Barreto e recebeu subscrição de outros parlamentares.

O que prevê o projeto

O projeto estabelece que alimentos como salsichas, conservas e sucos artificiais não poderão ser incluídos de forma frequente na merenda escolar, salvo quando houver comprovação de valor nutricional.

A medida se alinha à Resolução nº 06/2020 do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que orienta a priorização de alimentos in natura ou minimamente processados nos cardápios escolares.

De acordo com a resolução federal, os cardápios devem ser elaborados por responsável técnico habilitado, com foco na promoção da segurança alimentar e nutricional.

Debate sobre qualidade nutricional

Durante a votação, o autor do projeto afirmou que a proposta busca melhorar a qualidade dos alimentos oferecidos aos estudantes da rede pública estadual.

A discussão sobre o uso de alimentos processados na merenda escolar ganhou repercussão após questionamentos públicos sobre compras de enlatados para a rede estadual.

Questionamentos anteriores

Em maio deste ano, o deputado afirmou que a Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas planejava adquirir enlatados para a merenda escolar. Ele também informou ter protocolado representação junto ao Ministério Público Federal, solicitando apuração sobre contratos relacionados ao fornecimento desses produtos.

O parlamentar citou ainda um contrato anterior envolvendo aquisição de latas de salsicha destinadas às escolas estaduais.

Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre esses questionamentos.

Próximos passos

Com a aprovação em plenário, o projeto segue para análise do Poder Executivo estadual.

Especialistas em políticas públicas destacam que a alimentação escolar é instrumento estratégico de combate à insegurança alimentar, especialmente em estados da Região Norte, onde parte significativa dos estudantes depende da merenda como principal refeição do dia.

O Portal Meu Amazonas acompanhará a tramitação até eventual sanção ou veto do governo estadual.


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