Cinco deputados federais do Amazonas votam a favor da PEC da Blindagem

Manaus (AM) – Cinco dos oito deputados federais do Amazonas votaram a favor da PEC da Blindagem, aprovada pela Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira (16), em Brasília. A proposta, que dificulta o andamento de processos criminais contra parlamentares e amplia brechas para foro privilegiado, foi aprovada em dois turnos e agora segue para […]

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Manaus (AM) – Cinco dos oito deputados federais do Amazonas votaram a favor da PEC da Blindagem, aprovada pela Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira (16), em Brasília. A proposta, que dificulta o andamento de processos criminais contra parlamentares e amplia brechas para foro privilegiado, foi aprovada em dois turnos e agora segue para o Senado.

Votaram a favor da medida os deputados Pauderney Avelino (União Brasil), Silas Câmara (Republicanos), Adail Filho (Republicanos), Capitão Alberto Neto (PL) e Fausto Júnior (União Brasil). Já Sidney Leite (PSD), Amom Mandel (Cidadania) e Átila Lins (PSD) se posicionaram contra a PEC.

Aprovação no plenário

No primeiro turno, o texto recebeu 353 votos favoráveis, 134 contrários e uma abstenção — eram necessários 308 votos para aprovação. No segundo turno, por volta das 23h30, a proposta passou com 344 votos a favor e 133 contra.

O projeto, relatado pelo deputado Claudio Cajado (PP-BA), prevê que qualquer abertura de ação penal contra deputados e senadores dependerá de autorização prévia da maioria absoluta da Câmara ou do Senado, em votação secreta. A proposta também estende foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF) para presidentes de partidos com representação no Congresso.

Todos os destaques que tentavam alterar o texto, incluindo a exclusão do foro para presidentes partidários, foram rejeitados em plenário.

Críticas e resistência no Senado

Apelidada de PEC da Blindagem ou PEC das Prerrogativas (PEC 3/2021), a proposta é vista por críticos como um mecanismo de autoproteção do Congresso, que enfraquece a responsabilização de parlamentares e amplia a sensação de impunidade.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), já sinalizou resistência.

“A repulsa à PEC da Blindagem está estampada nos olhos surpresos do povo, mas a Câmara dos Deputados se esforça a não enxergar. Tenho posição contrária”, escreveu em rede social.

Para avançar no Senado, a proposta precisará do voto de 49 dos 81 senadores.

O que muda com a PEC

  • Deputados e senadores não poderão ser processados criminalmente sem autorização da Casa em que atuam.
  • Em casos de prisão por crime inafiançável, a decisão de manter ou suspender a prisão caberá ao plenário, em votação secreta.
  • Presidentes de partidos com assento no Congresso passam a ter foro no STF.

Defensores afirmam que a medida evita abusos do Judiciário e protege a atividade parlamentar. Já opositores classificam o texto como “um retrocesso” e uma forma de blindagem contra investigações de corrupção e outros crimes comuns.

*Com informações da Agência Brasil

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Mara Magalhaes
Mara Magalhaeshttps://portalmeuamazonas.com.br
Mara Magalhães é jornalista com mais de 10 anos de experiência em portais de notícias, consolidando sua atuação no cenário digital do Amazonas. Com passagens por assessorias de comunicação e diversos portais de Manaus, especializou-se em webjornalismo, combinando apuração com estratégias de SEO para potencializar alcance e engajamento de conteúdos online. Sua trajetória une conhecimento técnico e atenção às tendências digitais, tornando-a referência em jornalismo multiplataforma.

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