Manaus (AM) – A Justiça do Amazonas autorizou, nesta segunda-feira (28), a progressão de regime de Cleusimar Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso. Com a decisão, ela poderá deixar o regime fechado e passar ao semiaberto, mediante monitoramento eletrônico e cumprimento das condições determinadas pela Justiça.
A medida concedida pela Justiça reconhece que Cleusimar cumpriu os requisitos necessários para a progressão.
Justiça corrige data para progressão
A decisão também corrigiu um erro material em uma determinação anterior, que apontava 28 de setembro de 2029 como a data para a progressão.
Após a atualização do cálculo da pena, a Justiça estabeleceu 28 de setembro de 2026 como a data em que Cleusimar passou a cumprir o requisito temporal para o benefício.
Também terminaram considerados 12 dias de remição da pena, obtidos por atividades realizadas durante o período de prisão.
Cleusimar terá que cumprir restrições
No regime semiaberto, Cleusimar deverá utilizar tornozeleira eletrônica e seguir as condições impostas pela Justiça, incluindo horários de recolhimento domiciliar e limites para circulação.
A progressão representa uma nova etapa no cumprimento da pena e não encerra as discussões judiciais relacionadas ao processo.
Defesa recorre da condenação
Cleusimar estava presa desde maio de 2024, condenada em uma nova sentença proferida em julho deste ano, no processo relacionado à Operação Mandrágora.
A defesa, formada pelos advogados Lenilson Ferreira e Juliano Negreiros, informou que recorre da condenação. Segundo os advogados, a sentença não teria realizado, na avaliação da defesa, a correta valoração das provas produzidas durante o processo.
O recurso de apelação será utilizado pela defesa para contestar a decisão nas instâncias competentes.
A progressão de regime, portanto, não encerra a discussão sobre o mérito da condenação. Enquanto Cleusimar passa a cumprir as regras do semiaberto, a defesa continua questionando a sentença por meio dos recursos previstos na Justiça.
Relembre o caso Djidja Cardoso
Djidja Cardoso foi encontrada morta em Manaus, em maio de 2024. A investigação resultou na Operação Mandrágora, que apurou suspeitas envolvendo familiares e pessoas próximas à ex-sinhazinha.
Cleusimar acabou presa durante as investigações e permaneceu no sistema prisional desde então. O processo teve diferentes decisões judiciais ao longo dos últimos dois anos, incluindo decisões relacionadas às condenações e questões processuais.
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