Manaus (AM) – Em uma eleição histórica marcada pela paridade de gênero, a advocacia amazonense definiu, nesta quinta-feira (14), os seis nomes que disputam a vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) pelo Quinto Constitucional. O pleito, realizado na Arena da Amazônia, em Manaus, e em sete municípios do interior, definiu a lista que agora segue para análise do Poder Judiciário.
A advogada Giselle Falcone Medina foi a grande vitoriosa do dia, liderando a votação com 2.184 votos. Seguindo as normas de paridade obrigatória — avanço celebrado pela seccional para garantir representatividade —, a lista sêxtupla foi composta por três mulheres e três homens.
Os Escolhidos pela Advocacia:
| Candidato(a) | Votos |
| Giselle Falcone Medina | 2.184 |
| Marco Aurélio Choy | 1.893 |
| Carlos Alberto Ramos Filho | 1.634 |
| Aniello Aufiero | 1.571 |
| Grace Benayon | 1.522 |
| Carmem Romero | 1.401 |
Próximas Etapas: O Caminho até a Toga
O processo do Quinto Constitucional, previsto na Constituição Federal, entra agora em sua fase institucional. Entenda o rito:
- Envio ao TJAM: A OAB-AM tem até cinco dias úteis para encaminhar formalmente os seis nomes ao Tribunal.
- Lista Tríplice: Os desembargadores do TJAM se reunirão para votar e reduzir a lista de seis para apenas três nomes.
- Nomeação Final: A lista tríplice será entregue ao governador do Amazonas, Roberto Cidade, que terá a palavra final e nomeará o novo desembargador.
Equilíbrio e Representatividade
Pela primeira vez, a OAB-AM aplicou a regra de paridade de gênero na composição final. O presidente do Conselho Federal da OAB, o amazonense Beto Simonetti, esteve em Manaus e exaltou a tranquilidade do pleito. “Festejamos o respeito e a fluidez com que a advocacia exerceu seu direito ao voto”, afirmou.
Para o presidente da seccional, Jean Cleuter, a organização foi o ponto alto: “Foi uma votação pacífica e organizada, fruto de um trabalho intenso da comissão eleitoral e dos colaboradores”. Já a presidente da Comissão do Quinto, Joana Mundstock, reforçou que a expectativa é de uma representação na Corte que “entenda as dores da advocacia e contribua para uma Justiça mais célere”.
SAIBA MAIS
A vaga no TJAM foi aberta após a aposentadoria do desembargador Domingos Chalub. Para ocupar a cadeira, o candidato deve possuir notório saber jurídico, reputação ilibada e mais de 10 anos de exercício profissional efetivo.
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