Comissão aprova projeto sobre uso de celulares por terapeutas de alunos autistas

Proposta autoriza o uso de celulares, tablets e computadores como apoio terapêutico no atendimento a estudantes com TEA e segue em análise na Câmara.

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BRASÍLIA (DF) – A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 321/2026, que regulamenta o uso de recursos digitais por terapeutas no atendimento de estudantes com transtorno do espectro autista (TEA) nas escolas.

A proposta permite a utilização de computadores, tablets e celulares como ferramentas de apoio durante o acompanhamento terapêutico, desde que integradas ao processo pedagógico.

Recursos digitais terão uso complementar

De acordo com o texto, as escolas deverão utilizar as tecnologias de forma planejada, conciliando objetivos clínicos e educacionais para contribuir com o desenvolvimento dos estudantes.

O projeto estabelece que os recursos digitais terão caráter complementar e não poderão substituir métodos terapêuticos ou pedagógicos já reconhecidos.

Além disso, apenas profissionais habilitados poderão utilizar os equipamentos, em articulação com a equipe pedagógica da instituição de ensino e seguindo normas técnicas e éticas.

Relator destaca inclusão escolar

O parecer favorável apresentado pelo deputado Rafael Brito (MDB-AL), relator da proposta de autoria do deputado Baleia Rossi (MDB-SP).

Segundo o parlamentar, o projeto está alinhado ao novo Plano Nacional de Educação (PNE) e à Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Para Rafael Brito, as tecnologias assistivas podem contribuir para a permanência e o aprendizado dos estudantes com TEA no ambiente escolar.

Projeto ainda será analisado por outras comissões

A proposta segue em tramitação na Câmara dos Deputados e as comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) ainda analisarão o texto em caráter conclusivo.

Se a proposta superar todas as etapas de tramitação, seguirá para votação no Senado. Se aprovado pelos senadores e sancionado pela Presidência da República, o projeto passará a valer como lei.


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Luiz Marcelo
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Luiz Marcelo já escolheu seu lugar no mundo: na fronteira entre o jornalismo e o universo digital. Curioso por natureza, navega pela internet com olhar editorial — sempre em busca de pautas de interesse à população amazônida. Cada texto que escreve é uma chance de entender melhor a Amazônia e as histórias que ela guarda.

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