FEI participa de Assembleia Geral de Caciques em Tabatinga

O evento foi realizado na maior aldeia indígena do Brasil.

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TABATINGA (AM) – Representando o Governo do Estado, a Fundação Estadual do Índio (FEI) participou da 4ª Assembleia Geral das Cacicas e Caciques do Eware I e Eware II, na comunidade indígena Belém do Solimões, a maior aldeia indígena do País, localizada no município de Tabatinga (distante 1.108 quilômetros de Manaus).

O evento ocorreu entre 4 e 7 de maio e contou com a participação de 41 Cacicas e Caciques das etnias Tikuna, Kokama, Kambeba e Kanamarí, além de mais 300 indígenas das Terras Indígenas Demarcadas Eware I e Eware II, dos municípios de Tabatinga, São Paulo de Olivença e Benjamin Constant.

A Assembleia foi realizada para esforço coletivo entre as instituições governamentais e não governamentais como o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), prefeituras, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMAM).

Também colaboraram o Instituto Mamirauá, Núcleo de Estudos Socioambientais da Amazônia (Nesam), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) e FEI, juntos as comunidades com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos de manejo dos lagos do Eware I e Eware II nos setores Assacaia e Tacana.
O diretor-presidente da FEI, Sinésio Trovão, acompanhou as reuniões intersetoriais e disse que pretende monitorar a atual situação da região para melhorar a atuação da Fundação na área.

“Uma das preocupações do governador do Estado, Wilson Lima é estar mais próximo desta região do Amazonas, pois existe um número expressivo de cidadãos indígenas em Tabatinga e precisamos atuar para responder às demandas e estar em sintonias com as outras esferas do Estado que possuem ações localizadas no Belém do Solimões”, pontuou Trovão.

A questão da educação também foi abordada na Assembleia que resolveu entrar com um novo pedido às autoridades competentes do Governo Federal, especialmente, o Ministério dos Povos Indígenas e da Educação para solicitar uma Universidade Indígena com atuação presencial e não on-line.

Durante a noite, o diretor-presidente continuou sua agenda se reunindo com 37 lideranças Tikuna na comunidade indígena Feijoal para apresentar o papel da Fundação, a visita de Trovão foi celebrada pela comunidade.
“Estamos com apenas 67 dias de gestão e já estamos mostrando o nosso trabalho, queremos restabelecer o contato e fortalecer a relação com as comunidades indígenas na base e protagonizar as discussões sobre o futuro dos parentes do Amazonas”, afirma o diretor-presidente.

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